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Na Espanha, a Associação Espanhola para o Estudo da Menopausa estimou que menos de 4% das mulheres seguiam terapia hormonal, embora cerca de uma em cada quatro precisasse de tratamento. No Brasil, uma pesquisa de 2025 encontrou 82% das mulheres de 40 a 65 anos com sintomas e apenas 12% usando reposição hormonal. Falta de informação e medo de riscos explicam boa parte dessa distância.

Os números da Espanha

Em 2012, especialistas da Asociación Española para el Estudio de la Menopausia (AEEM) apontaram que cerca de uma em cada quatro mulheres em idade de menopausa precisava de algum tratamento, mas menos de 4% seguiam terapia hormonal. Os médicos atribuíram a diferença principalmente à falta de informação e à crença de que os hormônios seriam prejudiciais quando bem indicados e acompanhados.

O dado é antigo, mas ajuda a entender um padrão que se repete em muitos países: grande parte das mulheres com sintomas não chega a discutir tratamento com um médico.

E no Brasil?

As pesquisas brasileiras mais recentes mostram um quadro parecido:

Pesquisa O que encontrou
Menopausa no Brasil, Reds Research (2025), 837 mulheres de 40 a 65 anos 82% relatam sintomas, com média de sete ao mesmo tempo; 45% não fazem nenhum tratamento; apenas 12% usam reposição hormonal
Ipsos para a Bayer (2025), 800 mulheres de 18 a 60 anos 44% das mulheres na menopausa não recebem tratamento; 53% dizem que nenhum médico apresentou a opção de terapia hormonal
Estudo nacional citado em cartilha publicada pela Febrasgo (2025) Cerca de 88% relataram sintomas, mas só 22,3% receberam orientação sobre terapia hormonal

Por que tão poucas mulheres tratam a menopausa

  • Medo de câncer e de outros riscos: na pesquisa Ipsos, câncer, ganho de peso e risco cardiovascular foram as preocupações mais citadas sobre a terapia hormonal.
  • Naturalização dos sintomas: metade das entrevistadas disse que seus sintomas já foram tratados como exagero ou “algo normal”.
  • Falta de conversa no consultório: mais da metade nunca teve as opções de tratamento apresentadas por um médico.
  • Informação desencontrada: promessas de “hormônios naturais” e implantes convivem com alertas exagerados, o que confunde.

O que mudou desde o susto de 2002

Em 2002, os primeiros resultados do estudo WHI associaram a terapia hormonal a riscos de câncer de mama e eventos cardiovasculares, e o uso despencou no mundo todo. As participantes, porém, tinham em média 63 anos e usavam formulações específicas.

As análises seguintes mostraram que o cenário é diferente para mulheres mais jovens e mais próximas da menopausa. Hoje, a The Menopause Society afirma que, para mulheres com menos de 60 anos ou até 10 anos após a menopausa, sem contraindicações, os benefícios da terapia hormonal costumam superar os riscos no tratamento dos sintomas e na prevenção da perda óssea.

Isso não significa que todas devam usar hormônios. Significa que a decisão deve ser individual, informada e revista com o tempo. Entenda as indicações e os riscos em reposição hormonal na menopausa.

O que fazer se você tem sintomas

  1. Anote os sintomas, a frequência e o impacto no sono e na rotina.
  2. Leve as suas dúvidas e medos para a consulta: eles fazem parte da decisão.
  3. Peça que as opções sejam explicadas, incluindo as não hormonais.
  4. Reavalie o plano depois de alguns meses.

Em Florianópolis, o Dr. José Albino, endocrinologista, faz essa avaliação em consulta particular de cerca de 1h30, presencial ou por telemedicina.

Referências

  1. Consumer (Eroski). Una cuarta parte de las mujeres en edad menopáusica requiere tratamiento (23/02/2012), com dados da Asociación Española para el Estudio de la Menopausia (AEEM). Acessar a fonte
  2. Medicina S/A. Reposição hormonal alcança só 12% das mulheres brasileiras, aponta estudo (09/02/2026). Pesquisa Menopausa no Brasil, Reds Research, 837 mulheres de 40 a 65 anos. Acessar a fonte
  3. CNN Brasil. 44% das brasileiras com menopausa não fazem tratamento, diz estudo (30/10/2025). Pesquisa Ipsos encomendada pela Bayer, 800 mulheres. Acessar a fonte
  4. Grupo EVA e parceiros. Cartilha Menopausa e seus desafios (2025), publicada pela Febrasgo. Acessar a fonte
  5. The North American Menopause Society. The 2022 hormone therapy position statement. Menopause. 2022;29(7):767-794. Acessar a fonte

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A consulta com o Dr. José Albino dura cerca de 1h30, presencial no Centro de Florianópolis ou por telemedicina. A Adriana tira dúvidas sobre horários, formato e condições.

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Conteúdo educativo, revisado em 29/10/2026. Não substitui uma avaliação médica individual.